Milhares de contribuintes podem estar pagando um valor maior do Imposto de Renda do que deveriam por desconhecer deduções autorizadas pela Receita Federal. Gastos comuns do dia a dia, como despesas médicas, educação e previdência privada, podem reduzir significativamente o montante final do imposto devido ou até aumentar a restituição recebida ao fim do processo de declaração.
Entre os abatimentos permitidos estão despesas médicas, consideradas uma das principais formas de dedução. Consultas, exames, internações, tratamentos odontológicos e planos de saúde podem ser declarados sem limite máximo de valor, desde que o contribuinte mantenha itens como recibos, notas fiscais e comprovantes para eventual conferência pela Receita Federal.

Gastos com educação também entram na lista, embora estejam sujeitos ao teto anual por pessoa. Despesas com escolas, faculdades, cursos técnicos e ensino formal podem reduzir a base tributável. Além disso, a inclusão de dependentes, como filhos, cônjuges e pais que atendam aos critérios legais, garante a dedução fixa para cada pessoa declarada.
É possível reduzir o valor final do Imposto de Renda
Já as contribuições para planos de previdência privada do tipo PGBL representam outra possibilidade de economia tributária. Nesse caso, o abatimento pode chegar a até 12% da renda bruta anual, desde que o contribuinte realize recolhimentos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, pagamentos de pensão alimentícia definidos por decisão judicial ou acordo homologado podem ser deduzidos integralmente.
Profissionais autônomos ainda contam com deduções por meio do Livro Caixa, mecanismo que permite registrar despesas ligadas diretamente à atividade profissional, incluindo aluguel de escritório, contas de consumo e materiais de trabalho. Especialistas reforçam que guardar esses tipos de documentos ao longo do ano é essencial, já que a Receita pode solicitar comprovação das informações declaradas durante fiscalizações futuras.





