Uma nova legislação municipal passou a restringir o cultivo de uma planta ornamental bastante comum em jardins de Juiz de Fora, em Minas Gerais. A medida também proíbe a comercialização e a doação da espécie. O objetivo é diminuir riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
A planta conhecida como espirradeira é popular por causa das flores coloridas e da resistência ao calor intenso. Apesar do uso frequente no paisagismo urbano, especialistas alertam para o alto nível de toxicidade da espécie. Todas as partes da planta podem provocar intoxicações graves.
Entre os principais riscos apontados estão problemas cardíacos, reações severas e até casos fatais após ingestão acidental. Crianças e animais domésticos aparecem entre os grupos mais vulneráveis. O contato indevido com folhas, flores ou galhos também preocupa autoridades municipais.
Queima da planta também representa perigo
Outro ponto considerado pelas autoridades envolve a fumaça liberada durante a queima da espirradeira. Segundo especialistas, substâncias tóxicas presentes na planta podem atingir o sistema respiratório. Isso aumentou a preocupação com o descarte inadequado em áreas urbanas.
A nova lei prevê campanhas educativas para orientar moradores sobre os riscos da espécie. A população deverá receber informações sobre manejo correto e descarte seguro. A intenção é reduzir gradualmente a presença da planta em espaços públicos e privados.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente ficará responsável pela coordenação das ações previstas na legislação. O município também pretende incentivar o uso de espécies ornamentais consideradas mais seguras. A mudança deverá ocorrer de maneira progressiva ao longo dos próximos anos.

Fiscalização poderá apreender plantas irregulares
O texto estabelece punições para moradores que descumprirem as novas regras municipais. Inicialmente, será emitida uma advertência com prazo para retirada da espirradeira do imóvel. Caso a situação não seja regularizada, a fiscalização poderá aplicar penalidades financeiras.
O valor das multas pode chegar a R$ 1 mil em situações de reincidência. Além disso, os órgãos competentes terão autorização para apreender as plantas encontradas em desacordo com a norma. A medida busca reforçar o cumprimento da legislação ambiental.





