Estima-se que mundialmente cerca de 1 bilhão de pessoas sofram com apneia do sono, um distúrbio respiratório caracterizado por pausas na respiração durante o descanso. Embora em muitos casos o indivíduo não perceba, essa interrupção gasosa tende a causar prejuízos à saúde. O lado positivo é que, mesmo não possuindo cura, é possível identificar e tratar.
Para uma melhor compreensão sobre o quadro apresentado, a apneia do sono consiste em uma desordem crônica caracterizada por pausas repetidas e involuntárias na respiração durante o descanso. Elas geralmente duram menos de 10 segundos, sendo muitas das vezes causadas por obstruções ou falhas cerebrais.

Por consequência dessas ações desenfreadas, as vítimas são acometidas pela redução do oxigênio no sangue, provocando despertares breves que fragmentam o sono. Todo esse percurso colabora para que a pessoa sinta cansaço diurno, apresente roncos altos e riscos cardiovasculares. Curiosamente, os sinais mais evidentes aparecem ao acordar, o que exige uma maior atenção.
Quais sintomas são aparentes?
1. Cansaço ao acordar: ainda que uma pessoa com apneia tenha passado a noite inteira na cama, a sensação de exaustão aparece. Isso acontece porque o corpo passa por várias interrupções ao longo da noite, prejudicando as fases mais profundas do descanso.
Dor de cabeça matinal: embora sentir dor de cabeça possa parecer algo comum para muitas pessoas, não deve ser ignorada. Se esse sintoma surgir ao acordar, especialmente se for leve ou moderado, pode indicar um sinal de apneia. Em geral, está relacionado à queda de oxigenação durante o sono e tende a melhorar ao longo do dia.
Boca seca ou garganta irritada: essa questão é evidenciada devido ao processo de respiração pela boca durante a noite. Esse mecanismo é bem comum em pessoas que sofrem com interrupções soníferas, o que pode causar ressecamento, mau hálito e desconforto logo ao despertar.
Sonolência nas primeiras horas do dia: uma excelente noite de sono implica ânimo renovado para o outro dia. No entanto, se a pessoa já acorda com dificuldade de se manter alerta, bocejando com frequência ou com vontade de voltar a dormir, mesmo após teoricamente ter descansado, pode indicar o distúrbio crônico.
Dificuldade de concentração pela manhã: embora esse sintoma possa estar atrelado a problemas mais sérios, é possível que seja o reflexo de uma noite mal dormida. A privação de sono de qualidade impacta o funcionamento do cérebro, o que acaba prejudicando memória, raciocínio e foco logo no início do dia.
Sensação de sufocamento ao acordar: em casos mais graves, é possível que algumas pessoas acordem com a sensação de falta de ar ou como se estivessem “engasgando”. Isso pode ser um reflexo direto das pausas respiratórias noturnas.
Ainda que tenhamos colocado alguns alertas sobre possíveis sinais do problema de sono, é imprescindível procurar ajuda médica, preferencialmente de um otorrinolaringologista ou especialista em sono. Mesmo que o distúrbio seja crônico, existem tratamentos e controle eficazes. No mais, o diagnóstico é realizado por meio de uma polissonografia (exame do sono).





