A vida marinha nem sempre recebe a tamanha importância que merece, principalmente por aqueles que exploram a região para comércio. A título de curiosidade, desde 2013, a costa oeste da América do Norte tornou-se palco de um dos episódios mais nocivos já documentados entre os invertebrados marinhos, mas sem que o homem esteja por detrás.
Depois de mais uma década de estudos, cientistas confirmaram que a extinção de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar foi ocasiona pela bactéria chamada Vibrio pectenicida. Diante da presença do agente no mar, o seres acabaram sendo acometidos pela síndrome do definhamento (SSWD, na sigla em inglês). Por ser rápida e brutal, culminou na morte de várias espécies.
A título de curiosidade, em poucos dias os animais param de se alimentar, apresentam lesões esbranquiçadas na pele e passam a se desintegrar. Com a perda dos braços, as estrelas-do-mar acabam colapsando, tornando a vida incompatível com a realidade. Em suma, ao longo de 5 anos, a espécie teve 90% de sua população dizimada, o que a levou a ser classificada como criticamente ameaçada de extinção.
Os estudos comprovaram que mais de 20 espécies foram afetadas pela doença ao longo de toda a costa oeste da América do Norte. Para a tristeza dos biólogos, a doença leva à morte em menos de uma semana, o que dificultou o fechamento de uma diagnóstico prévio. Sobretudo, a progressão dos danos não entregava tempo hábil para que os pesquisadores examinassem os entraves antes dos óbitos.
Estrelas-do-mar ganham nova esperança em meio ao caos
Embora muitos animais tenham perdido sua vida ao longo da última década, cientistas detectaram a presença maciça de Vibrio pectenicida nas vítimas. Aa bactéria é um passo decisivo na busca por uma cura, mas a batalha está longe de ser encerrada. Isso porque a ausência de estralas-no-mar desencadeia todo o ciclo de ecológico.
“É um grande avanço, mas ainda estamos longe de uma solução”, comentou Hugh Carter, curador de invertebrados marinhos do Museu de História Natural de Londres. Nesse ínterim, a possibilidade do estudo ser guiado com o cultivo de estrelas-do-mar em cativeiro para posterior reintrodução no ambiente natural e o uso de probióticos não está descartada.





