A aicmofobia consiste no medo intenso, irracional e persistente de agulhas e procedimentos médicos invasivos. Diante desse temor, muitas pessoas costumam evitar ir a hospitais, já que alguns medicamentos são aplicados de forma intravenosa. No entanto, recentemente, foi divulgado um projeto experimental envolvendo uma vacina no formato de spray nasal.
A empreitada vem sendo encabeçada por cientistas da Stanford Medicine, que revelaram eficiência maior do medicamento em ameaças respiratórias e reações alérgicas em testes com camundongos. Os primeiros estudos foram publicados na revista Science, revelando uma dinâmica promissora contra Covid-19, gripe e pneumonia.

Para as pessoas que têm medo de agulhas, esse estudo pode ser a solução dos problemas. Isso porque, desde o século 18, as vacinas são administradas para encorajar o sistema imunológico a produzir anticorpos contra doenças infecciosas sem causar a doença. Já as injeções são aplicadas diretamente no organismo, garantindo uma ação mais rápida e eficaz.
Apesar de o desenvolvimento do spray ter chamado a atenção da comunidade médica e dos possíveis usuários, há um problema latente. Isso porque a mutação dos patógenos ocorre de forma rápida, o que pode fazer com que a vacina perca a sua potência, exigindo novas dosagens. Por sua vez, a aposta foca no dinamismo do sistema imunológico inato, que ataca qualquer micróbio invasor de forma imediata.
Quando a vacina em spray chega ao público?
De acordo com os cientistas da Stanford Medicine, ainda não há um prazo definido para que a vacina seja comercializada. Isso porque o próximo passo da pesquisa consiste em iniciar os ensaios clínicos de Fase I em humanos para garantir a segurança da substância. Dessa forma, com o financiamento em mãos, pode ser que o medicamento chegue ao mercado entre cinco e sete anos.
Contudo, é válido destacar que as análises podem projetar a comercialização para anos futuros, já que, além dos investimentos, as mutações precisam ser controladas. No mais, a tendência é que apenas duas doses anuais sejam suficientes para proteger contra ameaças respiratórias e reações alérgicas, tais como Covid-19, gripe e pneumonia.





