A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal, no cérebro, e tem papel essencial na regulação do sono. Contudo, a substância encontrada em farmácias não é o hormônio natural, mas sim uma versão sintética, disponível em forma de suplemento alimentar. Essa diferença é fundamental para entender os limites de seu uso.
Nos últimos anos, o consumo de melatonina ganhou força como solução rápida para noites mal dormidas. Seja em redes sociais, conversas informais ou entre praticantes de atividades físicas, muitos passaram a tratar o suplemento como uma “cura universal” para insônia e cansaço.
Entretanto, médicos especialistas alertam que esse consumo indiscriminado não é respaldado pela ciência. Segundo especialistas em sono, o uso da substância só deve ser feito sob prescrição médica, já que cada organismo reage de forma diferente.

Quando ela funciona de fato e os riscos do uso sem orientação
O uso mais adequado da melatonina sintética está associado a distúrbios específicos do sono, como alterações no ritmo circadiano. Um exemplo comum é o jet lag, causado por longas viagens internacionais.
Nesses casos, a suplementação pode ajudar a regular o relógio biológico e induzir o sono em horários adequados. Fora dessas situações, sua eficácia é limitada e pode até trazer mais riscos do que benefícios.
Entre os efeitos colaterais relatados estão sonolência durante o dia, dores de cabeça, confusão mental e, em alguns casos, agravamento de sintomas depressivos. O problema aumenta quando pessoas usam a substância para finalidades não indicadas, como emagrecimento ou combate à fadiga.
Em vez de recorrer a cápsulas, especialistas recomendam práticas de higiene do sono. Isso inclui manter o quarto escuro e silencioso, evitar cafeína e álcool a partir do meio do dia, reduzir o uso de telas antes de deitar e praticar exercícios físicos com antecedência mínima de algumas horas antes de dormir.





