Embora Amsterdã seja uma das cidades que mais se destacam por utilizar a bicicleta como principal meio de locomoção, um município brasileiro não fica atrás. Isso porque, conforme o levantamento assinado pelo Índice Copenhagenize 2025, Niterói, no Rio de Janeiro, ocupa o primeiro lugar na América Latina no tocante à mobilidade ciclística.
Intitulada carinhosamente como “Amsterdã Brasileira”, a cidade fluminense tem apostado em políticas contínuas que priorizam o uso da bicicleta como forma de se locomover. Nesse ínterim, para ter embasamento, o levantamento avaliou 100 cidades de 44 nações, posicionando Niterói à frente de grandes potências, como Buenos Aires e Guadalajara.

Embora tenha assumido o protagonismo na América Latina, a cidade brasileira aparece apenas na 43ª posição mundial, sendo a sétima melhor ranqueada entre as não europeias. Para uma melhor compreensão, o prestígio adquirido está diretamente ligado ao investimento da Prefeitura, que expandiu sua rede para 90 quilômetros de infraestrutura cicloviária.
Diante da remodelagem em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas, muitos niteroienses optaram por trocar veículos automotivos por bicicletas. Como resultado dos investimentos, a Avenida Marquês do Paraná abriga a ciclovia mais movimentada do Brasil, que recentemente registrou quase 7.500 passagens em um único dia.
Cidade brasileira proíbe ônibus e motos
Composta por cerca de 40 mil habitantes, Afuá, cidade localizada no Pará, proibiu a circulação de veículos motorizados em suas ruas desde 2002. A regra em questão tornou-se estratégica, uma vez que as cheias do rio Amazonas são recorrentes e as ruas são suspensas em palafitas de madeira. Como resultado do decreto, as bicicletas tornaram-se os principais meios de locomoção.
Além de colaborar para um futuro ecologicamente consciente, o município promove um estilo de vida mais saudável para seus moradores e visitantes. Em contrapartida, as bicicletas se adaptam às necessidades de cada indivíduo, podendo ser utilizadas como táxis e até mesmo ambulâncias, conhecidas na região como bicilâncias.





