De acordo com a psicologia, o medo consiste em uma emoção natural e instintiva de alerta, crucial para a sobrevivência, já que molda a forma como a mente reage diante de ameaças. Embora muitas pessoas temam bichos peçonhentos ou de grande porte, outras podem ter pavor de dentista. Mas o lado curioso é que os especialistas explicam a motivação por detrás desse mecanismo de defesa.
Cientificamente, o medo de ir ao dentista é chamado de odontofobia, sendo mais comum do que se pode imaginar. Ainda que seja um comportamento instintivo, tende a estar ligado a questões emocionais e comportamentais. Choros, tremores e gritos podem ser uma reação esperada, desencadeada por uma resposta à ansiedade intensa.

Essa reação pode surgir mediante a ideia de ir ao consultório médico, ver um dentista ou estar diante da sala esterilizada. Mesmo que possa desencadear risadas por parte de algumas pessoas, o medo não pode ser ignorado, já que tende a representar muito além de um simples desconforto. A princípio, a psicologia enquadra o temor a associações de experiências negativas, sejam recentes ou quando ainda na infância.
O medo de dentistas pode ainda aparecer diante de procedimentos dolorosos, sensação de falta de controle durante o atendimento ou até relatos assustadores de outras pessoas. De modo geral, ao armazenar essas informações e sensações, o cérebro passa a associar o ambiente do consultório a perigo, ativando mecanismos de defesa.
Outros fatores podem ser a resposta
Um outro ponto levantado por especialistas diz respeito à ansiedade antecipatória. Em resumo, antes mesmo de a consulta acontecer, o paciente já começa a imaginar cenários negativos. Por consequência, esse tipo de pensamento reforça o medo e pode levar à evitação, ou seja, a pessoa adia ou simplesmente evita ir ao dentista para cuidar da saúde bucal.
Por sua vez, a psicologia também ressalta que a odontofobia pode estar ligada a questões mais profundas, como medo de perder o controle ou vergonha da condição dos dentes. Para potencializar o temor, o barulho emitido pelos instrumentos ou o cheiro do consultório já são suficientes para desencadear reações físicas, como sudorese, taquicardia e tensão muscular.
Como reagir diante desse cenário?
O lado favorável de toda essa situação complexa é que existe um tratamento para o medo. Sobretudo, especialistas recomendam abordagens terapêuticas como a terapia cognitivo-comportamental, que auxilia o paciente a identificar e ressignificar pensamentos negativos. No mais, é possível ainda adotar técnicas de relaxamento e, em alguns casos, o acompanhamento conjunto com o dentista também é fundamental.





