Ao final de fevereiro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) colocou em pauta os investimentos em função da BR-101 Norte, em Santa Catarina. Em reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense, os números apresentados pela entidade reguladora não agradaram, tendo sido alvos de críticas por parte do senador Espiridião Amin (PP).
Conforme análise da ANTT, o trecho da rodovia entre o Contorno Viário de Florianópolis, no município de Biguaçu (SC), e Garuva (SC), contempla um investimento de R$ 2,19 bilhões para os próximos 22 anos. As cifras integram um processo de repactuação contratual que tem a finalidade de estender a concessão da Arteris Litoral Sul por mais 15 anos após o término do atual vínculo, previsto para 2033.
Em contrapartida, um recente levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) apontou que o estado demanda um investimento total de R$ 40,2 bilhões em sua malha rodoviária até o ano de 2029 para garantir competitividade econômica. Portanto, o aporte da agência é visto de forma irrelevante por parte de algumas autoridades.
“Uma estimativa extraoficial seria de mais ou menos R$ 13 bilhões. Eles reduzirem para R$ 2 bilhões de investimentos nos próximos 22 anos na rodovia é um deboche com Santa Catarina… Tenho certeza de que o Fórum Parlamentar não vai aceitar essa falta de respeito com Santa Catarina e, no dia 9 de março, quando houver a reunião com o TCU, espero que nós já tenhamos discutido isso e apresentemos o nosso protesto”, pontuou o progressista.
Impasses retardam investimentos na rodovia
A divergência alarmante de valores coloca em evidência as dificuldades que o setor industrial tem encontrado para garantir a viabilidade do modelo de concessão atual. Potencializando os entraves, em janeiro do ano passado, o fórum havia apresentado à ANTT uma lista com 192 obras prioritárias para o contrato da Arteris com a União na BR-101 Norte, mas a agência somente apresentou 79.
Nesse intervalo, deputados e senadores catarinenses decretaram que os valores apresentados não correspondem à relevância econômica da rodovia. Isso porque a BR-101 é considerada o principal eixo de escoamento de riquezas do estado. Dessa forma, a tendência é que novos desdobramentos ocorram nos meses subsequentes, retardando a continuidade das operações.





