Conforme dados do IBGE, o Brasil é abraçado por 5.570 municípios, com cada um deles apresentando suas próprias qualificações e peculiaridades. No entanto, Marechal Thaumaturgo, no Acre, destaca-se por ser a cidade mais isolada do país. Localizado no coração da Amazônia, o território somente pode ser explorado com o auxílio de aviões ou embarcações.
Fundada em 1992, a cidade recebeu o nome de Gregório Thaumaturgo de Azevedo, militar que atuou bravamente em favor da anexação do Acre ao Brasil. Composto por aproximadamente 18 mil habitantes, seu acesso é restrito, dificultando, inclusive, a rotatividade econômica da região em termos turísticos. Além disso, a viagem pelo rio leva dias para ser concluída.

Apesar dos entraves presentes, o território é cercado por floresta densa e grandes rios. A título de curiosidade, enquanto uma viagem de avião dura cerca de 90 minutos entre as cidades de Marechal Thaumaturgo e Cruzeiro do Sul, de barco a realidade é outra. Isso porque, dependendo da situação climática, o trajeto pode durar impressionantes 14 dias.
Por consequência das dificuldades de acesso, a população local precisou se enquadrar nas ofertas entregues pelas autoridades. Em outras palavras, o isolamento serviu para preservar as paisagens naturais, além de potencializar a união comunitária em atividades essenciais. No mais, a pesca, plantio e a caça refletem no baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), destacado em 0,760.
Cidade mais isolada do Brasil completa 33 anos
Nesta quarta-feira (5), Marechal Thaumaturgo celebrou seus 33 anos de emancipação política e 121 anos da conquista do território. Como resultado da façanha, a vice-governadora Mailza Assis participou da festividade, estacando a assinatura de quatro ordens de serviço que somam investimentos em infraestrutura, agricultura e abastecimento de água. São elas:
- Pavimentação de 3 km de vias urbanas – R$ 2,3 milhões (emenda de Zezinho Barbary);
- Sistema de abastecimento de água da Vila Triunfo – R$ 1,4 milhão (Barbary);
- Fornecimento de mudas de café e insumos – R$ 956 mil (emenda de Sérgio Petecão);
- Construção da Escola Poleta Ferreira na comunidade Prainha do Tejo – R$ 579 mil (recursos municipais).
Por sua vez, o prefeito Valdélio Furtado reconheceu o papel das emendas parlamentares para enfrentar os desafios do município, que só é acessível por barco ou avião. “Sem essas parcerias, não realizaríamos tanto. É um trabalho feito por quem conhece a região e acredita no nosso povo”, destacou.




