Apesar de ser o maior produtor de café do mundo, o Brasil se vê na posição de importar cápsulas de café da Europa. Segundo dados da Comex Stat, o país não apenas exporta grandes volumes de grãos, mas também traz para dentro de suas fronteiras produtos industrializados, como cápsulas e cafés solúveis.
O Brasil é responsável por mais de um terço da produção mundial de café, com exportações que ultrapassam 40 milhões de sacas anualmente, gerando receitas que superam US$ 8 bilhões.
As regiões de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo são os principais polos produtores, abastecendo tanto o mercado interno quanto grandes cadeias internacionais. No entanto, a maior parte dessas exportações consiste em café verde, que é o grão não torrado.
Em 2023, o Brasil importou cerca de US$ 112 milhões em café, incluindo produtos industrializados e algumas quantidades de grãos verdes. Em 2024, as importações de café solúvel e extratos alcançaram aproximadamente US$ 3,6 milhões, principalmente de países como Suíça, Itália e Alemanha.

Fatores que explicam a importação
A necessidade de importar cápsulas de café, mesmo com a vasta produção nacional, pode ser atribuída a três fatores principais. Primeiro, a tecnologia industrial e a padronização global permitem que empresas mantenham linhas de produção centralizadas na Europa, garantindo a uniformidade dos produtos.
Em segundo lugar, o marketing eficaz das marcas internacionais cria uma demanda por produtos que são percebidos como superiores, mesmo que a matéria-prima seja brasileira. Por fim, a falta de uma industrialização robusta no Brasil impede que o país aproveite plenamente seu potencial, resultando em uma dependência de produtos industrializados de fora.





