Ao final de 2025, a Marinha do Brasil (MB) e a empresa Xmobots celebraram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT), destinado a aprimorar a segurança e a eficiência das operações aéreas, especialmente em ambientes marítimos, por meio do emprego de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP). A iniciativa abrange o incremento nos campos de vigilância e segurança marítima e proteção ambiental.
A parceria com a maior fabricante de drones da América Latina trará investimentos elevados em outros setores. Isso porque uma parte será financiada pela Petrobras, que visa expandir o uso de aeronaves remotamente pilotadas (ARPs) em navios, plataformas offshore e operações de monitoramento ambiental e defesa. No mais, os aportes, que integram o projeto MMRE, serão de R$ 50 milhões.

“Devemos destacar que o acordo prevê o desenvolvimento e a validação de métodos de monitoramento da Amazônia Azul com aeronaves remotamente pilotadas, ações de capacitação, treinamento de profissionais, criação de canais de compartilhamento de dados, execução de estudos de aperfeiçoamento e validação de procedimentos, realização de testes em voo e relatórios conjuntos”, reforçou a Marinha em comunicado.
Ainda conforme a entidade náutica, o Acordo de Cooperação Técnica estabelece as bases para a cooperação mútua, intercâmbio de informações e realização de estudos técnicos. Todo esse mecanismo será voltado para o desenvolvimento de metodologias de operação a bordo, análise de dados e maritimização dos SARP, de modo a viabilizar a atividade em navios e plataformas marítimas.
Investimentos projetados pelo Brasil
O programa tem o intuito de aprimorar a detecção de manchas de óleo, ampliar a capacidade de resposta a emergências ambientais, apoiar missões de busca e salvamento, além de reforçar o combate a tráficos ilegais nas Águas Jurisdicionais Brasileiras. Em contrapartida, a cooperação também destaca o papel estratégico da Marinha no fortalecimento da capacidade nacional de vigilância e resposta a emergências.
O acordo prevê ainda a adaptação dos sistemas aviônicos, de potência e de propulsão das aeronaves remotamente pilotadas para suportar as condições marítimas severas. A ideia é reforçar a participação da tecnologia de comunicação via satélites para ampliar o alcance em áreas remotas e do desenvolvimento de algoritmos avançados que permitam decolagens e pousos a partir de navios em movimento.
“A cooperação entre Xmobots, Marinha do Brasil e Petrobras também sinaliza uma mudança estrutural na estratégia brasileira para tecnologias críticas. Combinando recursos e expertises, o Brasil avança na construção de uma capacidade própria em sistemas autônomos de monitoramento. As operações navais e ambientais que vão contar com a linha Nauru reforçam a tendência de integração entre defesa, energia e inovação”, afirmou o CEO da Xmobots, Giovani Amianti.





