O geólogo brasileiro Vitor Abreu ganhou destaque internacional após anunciar a possível descoberta de uma das maiores reservas de petróleo e gás do mundo, localizada na costa da Coreia do Sul.
A revelação, confirmada pelo presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol em 2024, movimentou os mercados e abriu debates sobre o impacto econômico e energético da exploração. O valor estimado da reserva chega a R$ 5,6 trilhões, colocando o país asiático diante de uma oportunidade sem precedentes.
Segundo as projeções iniciais, a área pode conter até 14 bilhões de barris de petróleo. Essa quantidade seria suficiente para abastecer a Coreia do Sul com petróleo por quatro anos e gás por quase três décadas, reduzindo drasticamente a dependência de importações.

Potencial e riscos da exploração
Apesar do entusiasmo, Vitor Abreu reforçou a necessidade de cautela. Durante coletiva, afirmou que existe 80% de chance de a reserva não gerar combustível viável, um alerta que ilustra a imprevisibilidade da exploração petrolífera.
A Coreia do Sul já conviveu com decepções nessa mesma região. A australiana Woodside Energy, por exemplo, explorou a área durante 15 anos sem resultados, classificando o local como inviável.
O governo sul-coreano vê na reserva uma possível transformação econômica, mas a oposição e parte da imprensa alertam para os custos do projeto. Caso a exploração não seja bem-sucedida, os gastos podem recair sobre os contribuintes, aumentando as críticas em relação ao risco financeiro.
O início da fase exploratória está previsto para 2025, quando será possível confirmar a real viabilidade da reserva. Porém, outro ponto em debate envolve o impacto ambiental. Investir em petróleo e gás pode contrariar as políticas ambientais recentes da Coreia do Sul em meio à busca global pela neutralidade de carbono.





