Destaque por sua qualidade de vida e serviços a habitantes e visitantes, a Dinamarca deu um passo importante no que pode ser o sucesso para o fortalecimento das relações interpessoais. Isso porque, em setembro deste ano, a primeira-ministra Mette Frederiksen apresentou o projeto de lei para restringir o uso de plataformas digitais, recebendo o apoio da maioria dos parlamentares.
Com a finalidade de assegurar a saúde mental de crianças e adolescentes, a primeira-ministra lançou a proposta, gerando debate e dividindo opiniões entre os dinamarqueses. Em um contexto geral, será proibido o acesso de menores de 15 anos a redes sociais. O Ministério da Digitalização não especificou quais plataformas serão afetadas ou como a jurisdição será aplicada.

“A Dinamarca está agora dando um passo inovador à introdução de limites de idade para as redes sociais. Isso está sendo feito para proteger crianças e jovens no mundo digital. Como ponto de partida, crianças menores de 15 anos não devem ter acesso a plataformas que possam expor conteúdos ou recursos financeiros”, afirmou a nota do ministério.
Por sua vez, é válido destacar que maiores de 13 anos poderão contornar o veto se houver autorização dos pais ou responsáveis. Enquanto os impasses sociais são levantados, o acordo também prevê destinar 160 milhões de coroas dinamarquesas (R$ 132 milhões na cotação atual) a iniciativas com o objetivo de aumentar a proteção dos jovens online.
Muito além da regulamentação das redes sociais
Fazendo parte do acordo lançado, a supervisão da Lei de Serviços Digitais da União Europeia será reforçada, e os recursos serão destinados a apoiar o desenvolvimento de plataformas alternativas. Potencializando a segurança, o ministério comprometeu-se a fazer esforços extras para combater a publicidade ilegal por influenciadores.
As alegações para a proibição estão atreladas ao fato de que crimes virtuais estão ganhando cada vez mais projeção mundial. Em contrapartida, o uso excessivo de redes sociais e celulares como um todo traz problemas para a qualidade do sono, aumentando a dificuldade de concentração e pressão crescente sobre crianças e adolescentes que não são monitorados por pessoas mais velhas.





