A título de curiosidade, Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi reconhecida mundialmente com o título “Tree City of the World” (Cidade Árvore do Mundo). O problema é que a quantidade de árvores colocou em evidência uma que tem sido prejudicial ao meio ambiente.
Trata-se da espécie exótica leucena (Leucaena leucocephala), que será erradica por intermédio da Lei Municipal nº 7.418, sancionada pela prefeitura. Apesar da aparência inofensiva, a árvore tem causado desequilíbrio ambiental, devendo ser substituía por outras espécies em Campo Grande.
De acordo com o especialista em ecologia e árvores Milton Longo, a espécie nativa do México chegou ao Brasil em 1970, como uma alternativa para alimentar gado. Contudo, o cultivo da leucena saiu do controle, se espalhando exponencialmente e prejudicando outras espécies nativas.
Em um contexto geral, a árvore é agressiva ao ecossistema por liberar mimosina, composto químico que inibe a germinação de outras plantas e sufoca a vegetação. Dessa forma, não há outra escolha a não ser colocar um fim na germinação da leucena na cidade brasileira.
“Ela é muito agressiva, tem um crescimento muito rápido e se espalhou por todos os fundos de vale aqui em Campo Grande — fundos de vale, beiras de rodovias, ruas — porque cresce rápido, domina o ambiente e forma essas florestas únicas, mono-dominantes, compostas por uma única espécie”, explicou Milton Longo.
Campo Grande ganha protagonismo mundial
Criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Fundação Arbor Day, o título “Tree City of the World” reconhece cidades que cultivam e preservam florestas urbanas. Segundo o Censo do IBGE de 2022, 91,4% das casas de Campo Grande estão localizadas em vias públicas que têm pelo menos uma árvore.
Além da beleza inquestionável, Campo Grande passou a ser a segunda melhor capital para morar no Brasil. Segundo o ranking IPS, desenvolvido pela organização Social Progress Imperative, a cidade do Mato Grosso do Sul detém qualidade de vida avaliada em 69,63 pontos, ficando atrás apenas de Curitiba.




