O governo de São Paulo avança em um dos projetos mais aguardados de sua malha ferroviária: a ligação direta entre a capital paulista e o litoral por meio de um trem de média velocidade. A iniciativa faz parte do plano estadual que prevê 11 ligações ferroviárias entre cidades paulistas, sendo quatro com origem na capital.
Entre elas, o eixo São Paulo-Santos é um dos que mais desperta interesse por seu potencial de conectar a maior metrópole do país ao principal porto brasileiro. Atualmente, o projeto São Paulo-Campinas é o mais adiantado, já tendo contrato firmado com o Consórcio C2 Mobilidade sobre Trilhos, composto pela chinesa CRRC e pela brasileira Comporte.
O sucesso desse modelo pode abrir caminho para os demais eixos, incluindo o que ligará São Paulo ao litoral. O objetivo do governo é atrair investidores privados para as futuras concessões, aproveitando a experiência do projeto Campinas como referência para estruturação técnica e financeira das próximas linhas.

Avanços, desafios e impactos esperados
O eixo Sul, que conectará São Paulo a Santos, ainda está em fase de estudo. A proposta inclui análise de traçado, audiência pública e definição do edital, etapas fundamentais para garantir viabilidade ambiental e econômica.
A expectativa é que a licitação seja lançada após a conclusão do projeto São Paulo-Sorocaba, prevista até o fim de 2025. O desafio principal está em vencer as barreiras geográficas da Serra do Mar, o que exigirá soluções de engenharia avançadas e investimentos significativos.
Além desse trajeto, o plano contempla o eixo Oeste, ligando São Paulo a Sorocaba, e o eixo Leste, que alcançará São José dos Campos. Em paralelo, outros sete projetos ferroviários estão em análise dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), como as rotas Campinas-Ribeirão Preto e Marília-Sorocaba.





