Diante das vastas raças disponíveis no mundo, o equinocultor se deparou com uma das mais resistentes vivendo no Brasil. O cavalo nordestino, também conhecido como Highlander, tem chamado a atenção por sua capacidade de resistência, garantindo percorrer até 70 quilômetros por dia sem o uso de ferramenta. A façanha somente é possível devido à adaptação em meio às condições climáticas da região.
Apesar de sua popularização, o equino foi introduzido no Brasil durante o período colonial, por intermédio da origem das raças Barbo, Bérbere e Norte-Africano. Além de sua resistência ser o ponto forte, o animal se destaca por sua musculatura e porte, com altura variando entre 1,30m e 1,50m na cernelha. Por sua versatilidade, é muito utilizado em operações com gado, esportes e transporte de cargas leves.

Excelente opção para se criar, o cavalo possui temperamento ativo e dócil, tornando-o ideal para diversas ações. Presente nas mais variadas cidades do Nordeste brasileiro, o animal detém cascos rígidos que proporcionam estabilidade mesmo em terrenos pedregosos e irregulares. Para se ter uma noção da importância do animal para a região, o Highlander desempenha papel crucial na vida econômica local.
Donos de cavalos ligam sinal de alerta
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 176/2023, que propõe criminalizar o uso de veículos movidos à tração animal e punir maus-tratos relacionados à prática. De autoria dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Delegado Bruno Lima (PP-SP), o texto pode transformar a realidade de várias espécies que são usadas como cargueiras.
Segundo a proposta inicial, será proibida a utilização de equinos, asininos, muares, caprinos e bovinos para puxar carroças ou transportar cargas. Por sua vez, o PL 176/2023 decreta ainda a proibição do uso desses animais em circos, espetáculos e atividades de entretenimento, estabelecendo penas de 2 a 5 anos de prisão, podendo dobrar em caso de morte do animal.
Em contrapartida, o PL abre exceções para algumas atividades. Portanto, estão aprovados esportes e lazer com cavalos (como turfe, hipismo e equoterapia), uso em forças públicas com montaria e agricultura familiar de subsistência, desde que respeite boas práticas de manejo.




