Em 2013, o Icasa alcançou a 5ª posição na Série B do Brasileirão, ficando a um ponto do acesso à elite. A campanha, considerada a melhor de um clube do interior nordestino na era dos pontos corridos, foi prejudicada pela suposta escalação irregular de Luan, jogador do Figueirense, em partida da 2ª rodada. O erro de registro do atleta, de responsabilidade da CBF, teria custado ao time cearense a chance de disputar a Série A em 2014, com perdas estimadas em R$ 20 milhões em cotas de transmissão, além de patrocínios e bilheteria.
O clube ingressou na Justiça Desportiva em 2014, mas o caso foi arquivado por prescrição. A virada ocorreu quando o Icasa recorreu à Justiça Comum, obtendo em 2018 sentença favorável que condenou a CBF a pagar R$ 18 milhões por danos materiais e R$ 3 milhões por danos morais, com juros de 1% ao mês. Após recursos da entidade máxima do futebol brasileiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou o caso em 2025, confirmando a vitória definitiva do clube cearense.

Estratégia financeira da CBF e precedentes
Para evitar bloqueios imediatos, a CBF adquiriu uma apólice de seguro no valor de R$ 81 milhões em 2022. O caso ecoa outro histórico: em 2003, a Liga do Nordeste obteve indenização de R$ 50 milhões após o cancelamento da Copa do Nordeste, resolvido com um acordo que reintroduziu o torneio no calendário oficial por uma década. A semelhança entre os casos reforça a complexidade das relações jurídico-esportivas no país.
Declínio do clube e perspectivas futuras
Enquanto a batalha judicial avançava, o Icasa enfrentou quedas sucessivas nas divisões nacionais. Rebaixado à Série D em 2016, o time atualmente disputa a segunda divisão do Campeonato Cearense. A modernização do Estádio Romeirão, com capacidade para 17 mil pessoas, contrasta com a estagnação esportiva.




