Embora não integre o rol de nações com maior poder tecnológico do mundo, a Rússia investiu em um mecanismo que promete revolucionar sua presença em conflitos armados. Com o entrave permanente diante da Ucrânia, os russos passaram a divulgar o Orbita, um sistema que, segundo seus desenvolvedores, permite operar drones FPV a centenas de quilômetros da linha de frente.
Na prática, essa metodologia tende a garantir uma maior segurança a seus soldados, uma vez que utiliza a Inteligência Artificial (IA) para identificar e acompanhar alvos. Em resumo, o desenvolvimento tecnológico trabalha para reduzir a exposição direta dos pilotos militares. De modo geral, o objetivo principal da investida é deslocar o operador para longe do campo de batalha.

Para um melhor entendimento, o operador deixaria os abrigos improvisados perto do front, que são sujeitos a artilharia, interceptação eletrônica e ataques de drones rivais. Nesse cenário tecnológico, ele seria realocado para centros de comando mais protegidos. Enquanto isso, os soldados mais próximos apenas lançariam os aparelhos para detectar a movimentação dos adversários.
A ideia de “invisibilidade” não se dá à possibilidade de tornar o operador invisível, mas de deixá-lo longe dos perigos iminentes durante a guerra. Sobretudo, a Rússia entendeu que, para vencer a guerra, é necessário não somente ter posse de arsenais. Sendo assim, o sistema entrou em operação por usar algoritmos de inteligência artificial e redes neurais para identificar, rastrear e atacar alvos.
Mais detalhes sobre a nova tecnologia
O sistema Orbita foi desenvolvido pelo consórcio CUST, sigla em inglês para Centro de Sistemas e Tecnologias Não Tripulados. Conforme os desenvolvedores, o treinamento necessário passa de quatro semanas para apenas uma hora. Além disso, os aparelhos compartilham dados, dividem funções durante a missão e podem reorganizar trajetórias quando surgem obstáculos.
Por sua vez, se o sistema conseguir manter o link estável, retransmissão confiável e apoio visual automatizado durante missões reais, a Rússia reduzirá uma de suas vulnerabilidades mais conhecidas no tocante à operação de drones FPV. Enquanto isso, é válido destacar que a Ucrânia concentrou enorme volume de imagens operacionais captadas por drones e transformou em insumo para treinamento.





