A dinâmica financeira de Maricá, no Rio de Janeiro, está prestes a ser reformulada nos próximos meses após acerto de contas entre representantes brasileiros e chineses. A fim de ampliar a rotatividade e alta demanda do comércio, os asiáticos sinalizaram um investimento de R$ 200 milhões para a construção de uma fábrica voltada para produzir tratores direcionados à agricultura familiar.
De acordo com o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), o empreendimento será erguido em Ponta Negra, perto da RJ-106. Em reuniões nos bastidores com os investidores, ficou decretado que a obra seguirá o modelo de Parceria Público, Privada e Popular (PPPP). Na prática, os tratores a serem fabricados serão destinados à produção familiar e de pequenas e médias propriedades rurais.

“Essa fábrica pega o dinheiro do petróleo e transforma numa indústria de tratores que vai revolucionar a agricultura familiar, que produz os alimentos no Brasil, vai gerar empregos qualificados em Maricá e também beneficiar a prefeitura com impostos. Esses tratores vão fazer uma revolução na agricultura familiar do país, que hoje conta só com ferramentas rústicas”, afirmou Quaquá.
Expansão da economia brasileira
Embora o interesse pela oferta de empregos diretos e indiretos tenha ligado o sinal de alerta dos moradores da região, não há um prazo definido para o início das obras. Na análise de João Pedro Stédile, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a fábrica marcará o início de uma nova modalidade de arranjo societário, jamais vista em território brasileiro.
“É uma parceria pública, privada e popular, pois reúne o governo, empresas privadas, mas também o popular organizado em cooperativas. Um investimento que desenvolve o país e o torna melhor para o povo. Esse é um dia histórico para o Brasil. Por conta desse arranjo societário, por ser a primeira fábrica de tratores da China no Brasil e por resolver um problema do povo brasileiro, da nossa agricultura que de fato produz alimentos”, disse.





