Em um primeiro momento, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) está focada em estabelecer habitações sustentáveis na Lua até o ano de 2040. No entanto, o maior projeto da entidade estadunidense é encontrar formas de levar o homem a Marte. Para esse protocolo revolucionário, os engenheiros espaciais podem contar com a ajuda de um brasileiro.
Iniciado em 2015, um estudo encabeçado pelo professor Marcelo de Oliveira Souza, do Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos. Isso porque conseguiu desenvolver um novo cálculo de trajetória que pode reduzir significativamente o tempo de viagem até Marte. Durante os esboços, o brasileiro conseguiu sugerir uma rota até três vezes mais rápida do que as utilizadas atualmente.

Para entender todo o processo, Souza dedicou-se a analisar asteroides com órbitas semelhantes às da Terra e do planeta vermelho. A partir dessas observações minuciosas, levou em consideração a possibilidade de utilizar os percursos desenhados como base para missões interplanetárias mais curtas. Mais de uma década após o início das investigações, recebeu suporte das novas tecnologias.
O que foi descoberto até o momento?
O estudo do professor utilizou suporte de Inteligência Artificial (IA) para validar os cálculos mais recentes. Nesse cenário, foi indicada a existência de possíveis “corredores geométricos” que poderiam ser usados para trajetórias mais eficientes no espaço. Em teoria, uma viagem convencional a Marte leva de dois a três anos, enquanto os dados do brasileiro mostraram algo entre 153 a 226 dias.
Porém, é válido destacar que esse intervalo próximo de sete meses não dá para se tornar uma comprovação imutável, já que depende da janela orbital. Prestes a ser publicado na revista Acta Astronautica, da Academia Internacional de Astronáutica, o estudo estabelece ser possível considerar uma orbital ideal em 2031.





