A mudança já está em curso, mas muita gente ainda não percebeu. Aos poucos, um documento antigo vai ganhando nova forma, novo número e um novo jeito de ser solicitado. A Nova Carteira de Identidade Nacional avança enquanto o prazo final, previsto para 2032, se aproxima. O que antes significava filas e deslocamentos agora começa de forma silenciosa: pelo celular.
A CIN substitui o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação em todo o país. Essa unificação elimina diferenças entre estados e simplifica cadastros em serviços públicos e privados.
Para facilitar a transição, o governo federal integrou o processo ao portal Gov.br, permitindo que a maior parte da solicitação seja feita de forma digital, diretamente de casa. O cidadão pode iniciar o pedido pelo aplicativo ou site, preenchendo dados pessoais e enviando documentos digitalizados.

O que precisa estar em ordem para solicitar a CIN
Antes de iniciar o pedido, é necessário ter uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Esse requisito garante a verificação da identidade por meio de biometria facial ou validação bancária. Também é indispensável que o CPF esteja regular, já que ele será o identificador oficial da nova carteira.
Durante o cadastro, o sistema exige o envio de documentos básicos, como RG atual, certidão de nascimento ou casamento, e, em alguns estados, comprovante de residência. Com as informações aprovadas, o usuário agenda o atendimento presencial para coleta de biometria e conferência dos documentos originais.
Após essa etapa, a emissão da CIN costuma levar de 15 a 30 dias. Em várias unidades da federação, o documento físico pode ser entregue pelos Correios. Assim que emitida, a versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br, com validade legal, permitindo o uso imediato enquanto a versão impressa não chega.





