A varicela, também conhecida como catapora, consiste em uma doença infecciosa e altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-zóster. Outrora vitimando milhares de pessoas no mundo, o problema mostra-se controlado, especialmente devido à vacinação. Apesar do mecanismo imunológico, é necessário destacar que a enfermidade não está erradicada.
Sobretudo, a doença é caracterizada por sintomas como manchas vermelhas e bolinhas na pele, coceira intensa e febre, sendo mais comum em crianças. Por sua vez, quando vitima adolescentes e adultos, em geral, o quadro clínico é mais profuso. Curiosamente, uma vez adquirido o vírus Varicela, a pessoa fica imune à catapora.
De modo geral, o contágio acontece por meio do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro, saliva ou por objetos contaminados pelo vírus. Em outras palavras, a transmissão da doença é motivada pelo contato direto ou por secreções respiratórias. Indiretamente, é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados.
Por outro lado, o diagnóstico não é feito por meio de exames laboratoriais para confirmação ou descarte dos casos, exceto em situações mais graves. Em geral, os sintomas começam a surgir entre 10 e 21 dias após o contágio, com os principais sintomas sendo: manchas vermelhas e bolhas no corpo, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa.
Como tratar a catapora?
Por se tratar de uma doença que causa incômodo cutâneo, em geral, o tratamento consiste na utilização de anti-histamínicos (antialérgicos) para aliviar a coceira. Além disso, são indicados ainda analgésicos e antitérmicos para aliviar a dor de cabeça e baixar a febre. No mais, é necessário redobrar os cuidados com a higiene, devendo ser feitos apenas com água e sabão.
Conforme recomendação médica, para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. Um detalhe que merece ser destacado é que as vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas. Em situações mais graves, o uso de antibióticos não está descartado, desde que haja recomendação por parte de um profissional da saúde.
Principais medidas de prevenção:
- Vacinação;
- Lavar as mãos após tocar nas lesões;
- Isolamento: crianças com varicela não complicada só devem retornar à escola após todas as lesões terem evoluído para crostas. Em contrapartida, crianças imunodeprimidas ou que apresentam curso clínico prolongado só deverão retornar às atividades após o término da erupção vesicular;
- Pacientes internados: isolamento de contato e respiratório até a fase de crosta;
- Desinfecção: concorrente dos objetos contaminados com secreções nasofaríngeas;
- Imunoprofilaxia em surtos de ambiente hospitalar.





