O Brasil é conhecido por suas belezas exuberantes e biodiversidade de tirar o fôlego. Colocando em evidência o motivo de atrair tamanho número de turistas todos os anos, o município de São José do Cerrito, localizado na Serra Catarinense, abriga um dos maiores tesouros arqueológicos do país. Em suma, as casas subterrâneas foram construídas pelos povos indígenas há mais de mil anos.
Responsáveis pela empreitada, o agrupamento dos Kaingang e Xoklen expuseram sua afinidade com a engenharia ao tornarem a cidade a “Capital Nacional das Casas Subterrâneas”. Em um primeiro momento, é possível confundir o local como meras depressões no solo. Contudo, ao imergi-las, é possível entender como viviam os povos indígenas daquela época.

Sobretudo, as casas subterrâneas contemplam paredes de terra escavadas e cobertas por palha. Serviam como moradia artificial, uma vez que as estruturas são semelhantes às aldeias ainda existentes, mas com a peculiaridade de serem escavadas no solo. Dentre as habitações existentes, a que mais atrai curiosos é a da comunidade Rincão dos Albinos.
Ainda não é possível adentrar nas casas subterrâneas
Para se ter uma noção da importância local, São José do Cerrito está entre os municípios com maior número de registros arqueológicos do Brasil. Nesse ínterim, a Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures), colocou em prática um projeto para a construção do primeiro protótipo de uma casa subterrânea, que deverá servir como espaço de visitação e preservação da memória indígena.
“Será o primeiro passo para avançarmos com o turismo o transformando numa fonte de renda e geração de oportunidade à nossa população. A parceria com a Amures marcará um novo momento para o turismo e esperamos ampliar a ação com o governo do Estado”, comentou a prefeita Tainara Raitz.





