O governo dos Estados Unidos ampliou novamente as restrições de entrada no país e adicionou mais cinco nacionalidades à lista de proibição. A decisão foi assinada pelo presidente Donald Trump e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
Segundo a Casa Branca, a ampliação tem como base falhas persistentes nos sistemas de triagem, verificação de identidade e compartilhamento de informações de determinados países.
Entraram na lista de proibição Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria, além de pessoas que possuam documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina. Laos e Serra Leoa, que antes sofriam restrições parciais, passaram a enfrentar proibição total.

Países afetados e critérios adotados
O governo norte-americano afirma que a decisão não é pontual, mas parte de uma política de endurecimento migratório adotada desde o retorno de Trump à Presidência. Permanecem proibidos cidadãos de países já classificados como de alto risco, como Afeganistão, Irã, Haiti, Somália e Iêmen.
Outros, como Venezuela, Cuba e Togo, seguem com restrições parciais, principalmente para vistos de não imigrantes. Além disso, a nova proclamação impôs limitações adicionais a cidadãos de 15 países, entre eles Nigéria, Angola, Senegal e Tanzânia.
As restrições variam conforme o tipo de visto e o objetivo da viagem. De acordo com a Casa Branca, países que demonstraram cooperação com autoridades norte-americanas podem ter as regras revistas no futuro, como ocorreu com o Turcomenistão.
Apesar do tom rígido da política migratória, o Brasil não aparece entre os países afetados pelas novas proibições ou restrições. O governo dos EUA não indicou mudanças nos critérios aplicados a cidadãos brasileiros, que continuam sujeitos apenas às regras regulares de visto e imigração.





