Fundada no ano de 1943, em Cleveland, Ohio, a rede varejista do setor de artesanato, Joann Inc, anunciou o fechamento total de suas 800 lojas físicas e a demissão iminente de cerca de 19 mil funcionários. Embora tenha acumulado prestígio nos Estados Unidos, a decisão foi baseada na declaração de falência junto ao pedido de recuperação judicial.
Depois de mais de 80 anos operando no setor, a rede se sobressaía com a ampla oferta de tecidos e costura, atendendo a um público diversificado. A princípio, o intuito dos representantes da Joann Inc era fechar 500 lojas e manter uma operação reduzida. Porém, sem conseguir alcançar compradores, foi projetada ao limbo por acumular dívidas que ultrapassam US$ 600 milhões.
Em detrimento da situação conturbada, parte dos ativos foram vendidos para um grupo de credores e investidores, que optaram pela liquidação completa da rede. Dessa forma, todas as lojas de artesanato foram fechadas. O detalhe importante é que a população foi a única beneficiada da história, já que todo o estoque foi colocar à disposição com descontos de até 90%.
Para a tristeza de muitos compradores e funcionários, o fim da Joann Inc coloca em evidência a necessidade de equilibrar as despesas e o faturamento. Isso porque a dívida da empresa incluía cerca de US$ 133 milhões (o equivalente a R$ 716,7 milhões na cotação atual) em débitos com fornecedores.
Rede de supermercados do sul do Brasil decreta falência
No início de agosto, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina concedeu o processamento da recuperação judicial da rede Althoff Supermercados Ltda, com sede em Criciúma. De acordo com informações contidas no processo, a empresa alimentícia encara extensa crise financeira, demarcando uma dívida de R$ 108,3 milhões.
Sobretudo, a rede de supermercados alegou ter sofrido pressão inflacionária que reduziu o poder de compra dos consumidores, queda na margem de lucro, alto custo logístico, carga tributária elevada, abertura de novas lojas concorrentes e endividamento para expansão. Por outro lado, seus representantes destacaram os impactos das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul no ano de 2024.





