A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), apesar de ter foco integral na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial, contribuiu para um outro cenário científico. Por meio de seu serviço de satélite, auxiliou na soltura de 158 tartarugas-gigantes na Ilha Floreana, em Galápagos, após 150 anos de ausência.
O retorno das espécies a seu habitat natural começou em fevereiro deste ano, quando uma equipe de conservação liderou a ação. Para que a reintrodução fosse um sucesso, a movimentação ocorreu por meio da união entre a Direção do Parque Nacional de Galápagos e a Fundação para a Conservação de Galápagos.
Por entender que as tartarugas gigantes precisam de um lugar seguro para serem inseridas, foi utilizado o programa NASA Earth, que monitorou as condições ambientais necessárias para a sua sobrevivência. No entanto, apesar de contar com a alta tecnologia, os estudos ainda seguem em andamento, tendo em vista a importância de avaliar a vegetação, precipitação e temperatura em todo o arquipélago.
Como a NASA colaborou?
A princípio, os cientistas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço desenvolveram uma ferramenta que unifica registros de campo com informações de satélite. Em outras palavras, esse mecanismo permite que os gestores identifiquem locais com maior probabilidade de sucesso para as tartarugas-gigantes prosperarem.
Nesse cenário, pontos estratégicos foram selecionados, garantindo um maior acesso aos alimentos, bem como à água e locais adequados para a construção de ninhos. De modo geral, o intuito da NASA foi cruzar os dados de satélite para assegurar que os animais tenham um futuro promissor, sem que corram o risco de serem retirados, novamente, de seu habitat natural.





