A superdotação ainda é um assunto que divide muitas opiniões, principalmente por algumas pessoas limitarem a condição ao alto Quociente de Inteligência (QI). Sobretudo, a façanha é creditada a atributos que podem ser vistos na rapidez no processamento de informações e possibilidade de alcançar soluções criativas.
Para os indivíduos que apresentam superdotação, é comum que a criatividade seja evidenciada na busca por conhecimentos nas mais diversas áreas. A qualificação é tão rara, que a Mensa Internacional, famosa sociedade de alto QI do mundo, aponta que cerca de 2% da população mundial apresenta capacidades acima da média.
Antes do diagnóstico ser fechado, você pode verificar se seu filho é superdotado com alguns costumes no dia a dia. A princípio, crianças com tamanha inteligência apresentam habilidades incomuns muito cedo. Elas aprendem rapidamente e utilizam vocabulário avançado, muito antes das outras do mesmo grupo etário.
Um dos pontos mais marcantes de um superdotado é a flexibilidade de pensamento. Nesse ínterim, é comum se deparar com a insaciável curiosidade por conhecimento, mas são marcadas ainda pela sensibilidade, empatia e habilidade em liderar.
“Altas habilidades não é aquele gênio, necessariamente. E sim uma pessoa que tem habilidades maiores em determinada área da vida, e às vezes não em outra. Às vezes é uma pessoa que não domina bem o raciocínio lógico-matemático, mas que se dá superbem nessa criatividade, no improviso, nesse pensamento mais sensível”, afirmar a neuropsicóloga Carolina Mattos.
Não é uma regra, mas muitas pessoas que se enquadram no grupo seleto possuem talentos em música, artes ou esportes. Além disso, apresentam senso crítico aguçado, bem como comportamento cooperativo e habilidades sociais conciliam-se com a criatividade e a inovação.
Diagnóstico do superdotado é imprescindível
Embora para muitos a superdotação seja considerada um presente, as pessoas que apresentam tamanha gerência de pensamentos e ideias podem não interpretar da mesma forma. Faz-se necessário o diagnóstico com o auxílio de testes psicológicos e neuropsicológicos, já que é imprescindível garantir um ambiente estimulante.
A título de curiosidade, muitas crianças superdotadas não conseguem se enquadrar em um ambiente por apresentarem ideais que vão além da percepção dos demais indivíduos. Muitas vezes, o sistema educacional não está preparado para atendê-las de forma adequada, o que pode resultar em desinteresse ou dificuldades emocionais.
Dessa forma, é necessário uma colaboração efetiva entre educadores, profissionais da saúde e familiares para desenvolver estratégias que atendam as necessidades do superdotado. No mais, educação personalizada, que valorize habilidades sem estigmatizá-los como gênios ou autodidatas, pode liberar seu verdadeiro potencial.





