Faltando quatro dias para o início do verão, em 21 de dezembro, o maior alargamento de praia do Brasil segue em ritmo abaixo da conclusão total. A obra acontece em Itapoá, no Norte de Santa Catarina, e já ultrapassou a marca de 50% de execução, mas ainda está distante da finalização.
Até o momento, aproximadamente 2,75 milhões de metros cúbicos de areia foram depositados na praia, o que representa 57% do volume total estimado. Ao final, serão lançados cerca de 5,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos ao longo da orla.

Etapas da obra e uso de sedimentos da dragagem
A intervenção utiliza sedimentos provenientes da dragagem do canal de acesso à Baía Babitonga, uma operação integrada ao complexo portuário da região. O projeto é considerado inédito no país, pois reutiliza material retirado da dragagem para o engordamento da faixa de areia, associando a melhoria da navegabilidade portuária à recuperação costeira de Itapoá.
Com investimento de R$ 333 milhões, a obra é realizada por meio de uma parceria público-privada entre o Porto de São Francisco do Sul e o município de Itapoá. Ao todo, estão sendo retirados 12,5 milhões de metros cúbicos de areia do canal, que terá sua profundidade ampliada de 14 para 16 metros.
Parte desse material é destinada à orla, enquanto cerca de seis milhões de metros cúbicos são depositados em alto-mar, em área licenciada pelo Ibama. A execução do alargamento depende da atuação da draga Galileo Galilei, equipamento de sucção e auto transporte construído em 2020.
Com capacidade de cisterna de 18 mil metros cúbicos, a embarcação realiza ciclos contínuos de coleta, transporte e distribuição da areia na praia. Segundo o monitoramento da obra, mais de 260 ciclos já foram concluídos desde o início da operação.





