Enquanto a política brasileira enfrenta dificuldades de colocar em prática a escala 5×2, um país latino-americano mostrou-se disponível a melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Nesta quarta-feira (25), o Congresso do México anunciou a redução da jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais, prática que será aplicada gradualmente até 2030.
De acordo com o planejamento do governo, a mudança de curso progressivamente dará às empresas e funcionários tempo para que se adequem ao novo modelo. Apesar de muitos empresários questionarem a redução na jornada de trabalho, o Congresso afirmou seu desejo de ampliar os direitos trabalhistas, ajustando as operações nos setores produtivos.
Porém, mesmo que a euforia seja presente na classe trabalhadora, o jornal La Nación informou que a redução da escala somente será iniciada a partir da temporada 2027, saindo de 48 horas até chegar a 40 horas por semana. Para que o protocolo fosse colocado em vigor, a reforma constitucional foi aprovada de forma unânime, com 469 votos a favor e zero contra.
O prazo extensivo para que comece a mudar a realidade de milhares de mexicanos diz respeito à necessidade que o texto tem de cumprir etapas formais previstas no sistema legislativo mexicano. Segundo os defensores da proposta, a diminuição da carga horária representa avanço na qualidade de vida e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Cenário brasileiro
Em grande parcela das empresas, vigora a chamada escala 6×1, que corresponde a seis dias de trabalho seguidos e apenas um de descanso. Contudo, o Senado aprovou a proposta que altera o modelo convencional e reduz a jornada semanal de 44 horas para 36 horas, mas sem modificar o salário dos colaboradores. Essa configuração decreta a possibilidade da transformação da escala 5×2.
Na prática, a jornada de trabalho 5×2 diz respeito ao modelo em que o funcionário realiza as suas funções durante cinco dias consecutivos e recebe folga em outros dois. Para que possa se tornar uma obrigatoriedade em todo o território brasileiro, o projeto de lei precisa ser votado no Senado e na Câmara dos Deputados, para somente assim ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).





