Nos últimos dias, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente da reintrodução de uma doença que, somente em 2024, vitimou aproximadamente 95 mil mortes no Brasil. A preocupação das autoridades diz respeito à disseminação do sarampo em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.
Na atual temporada, a competição organizada pela FIFA será sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, entre os meses de junho e julho. Curiosamente, as três nações estão enfrentando surtos da doença. Em nota, o órgão federal descreveu um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento.

A preocupação maior envolve o retorno dos brasileiros após prestigiarem a Copa do Mundo e estrangeiros infectados desembarcando para turismo. Nesse cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a carteira de vacinação em dia, com o intuito de proteger não somente os viajantes, mas os residentes de todo o Brasil.
“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus. Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações.
Quais são as orientações dadas aos viajantes que vão prestigiar a Copa do Mundo?
- Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
- Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.
- Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.





