Os profissionais da área da saúde costumam dizer que há hábitos muito importantes para quem quer envelhecer bem. Além de manter uma rotina saudável, com boa alimentação e prática constante de atividades físicas, é necessário também ter um sono regular no dia a dia.
Uma nova pesquisa da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon (OHSU), nos Estados Unidos, aponta que quem dorme pouco regularmente, por menos de sete horas por dia, costuma ter uma menor expectativa de vida. A publicação foi divulgada através da revista Sleep Advances e tem tido alta repercussão no país norte-americano.

A pesquisa fez uma comparação do banco de dados nacional sobre a expectativa de vida, levando em conta informações sobre hábitos de saúde coletadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre os anos de 2019 e 2025. Em quase todos os estados dos EUA, a falta de sono foi um dos fatores que mais impactou na longevidade da população.
Atividade física, alimentação saudável e dormir bem: as práticas da longevidade
O estudo mostrou, inclusive, que a falta de dono regular foi o segundo critério mais prejudicial à saúde, ficando atrás apenas do tabagismo. Por outro lado, a má alimentação e a ausência de prática de atividades físicas regulares impactaram menos na saúde das pessoas do que o sono ruim. A Associação Brasileira do Sono (ABS) afirma que o brasileiro, em média, dorme cerca de 6,4 horas por dia, número que é inferior ao ideal de 8 horas por dia.
“Precisamos priorizar o sono tanto quanto priorizamos a alimentação ou os exercícios físicos. Às vezes, pensamos no sono como algo que podemos deixar de lado, talvez adiar para mais tarde ou para o fim de semana. Ter uma boa noite de sono melhora não só o bem-estar, mas também a expectativa de vida”, disse Andrew McHill, um dos pesquisadores do estudo.





