Diante do cenário tecnológico rotativo, a presença da internet via satélite ganha novos contornos, especialmente com novas operadoras brigando pelo protagonismo que atualmente é ocupado pela Starlink. No Brasil, o serviço oferecido pelo bilionário Elon Musk desponta, mas a tendência é de que a conectividade direct-to-device assuma os embates.
A título de conhecimento, o novo modelo permite que o celular se conecte à internet de forma direta, sem a necessidade de antenas. No entanto, para que o serviço ganhe destaque no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prioriza incentivar um mercado mais competitivo. Isso porque a Starlink é detentora de aproximadamente 50% do mercado via satélite no país.

“Nós já temos autorizado cerca de 13 a 15 constelações de satélites em órbita baixa para operar no Brasil. A maioria dessas constelações pretende oferecer serviços de IoT (Internet das Coisas) via satélite, mas algumas delas pretendem fornecer também conexões de banda larga via satélite de órbita baixa”, avaliou o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, ao Podcast Canaltech.
Na prática, não há lei que proíba a regulamentação para a entrada de novas empresas de comunicação em território brasileiro. Diante dessa questão, a Agência Nacional de Telecomunicações tem entregue autorização de curto prazo (5 anos) para reavaliar o cenário. Em outras palavras, o mecanismo evita monopólios.
Desafios da conectividade direct-to-device
A princípio, a Anatel autorizou os testes iniciais da tecnologia direct-to-device no Sandbox Regulatório, um ambiente experimental que permite às empresas atuarem com regras estabelecidas para fins de análise e demonstrações de novas soluções. O detalhe curioso é que a conexão funciona munindo a frequência de uma operadora móvel terrestre.
Sobretudo, é imprescindível que um acordo comercial entre a empresa de satélite e a operadora de celular seja assinado com a liberação da agência. Em resumo, as dificuldades encontradas são projetadas a um ritmo mais lento da conexão direta com os celulares. No mais, é possível ocorrer limitações de chamadas de emergência e mensagens de texto.
“A dificuldade é você ter um satélite que permite usar essa frequência temporariamente. Como um satélite está em movimento, ele cobre uma área só por 7 minutos. A janela de testes é de 7 minutos por dia, a menos que você tenha um terminal em vários lugares do Brasil”, explicou o especialista.





