Nesta quinta-feira (13), a Amazon surpreendeu a todos ao anunciar a nova fase de seu programa mundial de internet banda larga via satélite, nomeada de Amazon Leo. Para mostrar o comprometimento em bater de frente com a concorrência, até mesmo com a Starlink, de Elon Musk, a empresa de Jeff Bezos escolheu o nome por fazer referência às constelações em órbita terrestre baixa (LEO).
O detalhe curioso é que o projeto foi iniciado há sete anos, mas passou por todo um processo de reformulação diante da descoberta de novas tecnologias. Devido ao fato de que as operações comerciais estão em etapas iniciais, não há uma previsão exata de quando a internet de alta velocidade será projetada em definitivo ao mercado.

A ideia central é oferecer a banda larga a preços competitivos, mas se destacando um passo à frente da concorrência. De acordo com os especialistas, a estabilidade de conexão e capacidade de transmissão em regiões com infraestrutura limitada tornou-se prioridade. No Brasil, a multinacional atua em conjunto com a Sky, com os testes realizados em Cosmópolis (SP) e Glória de Dourados (MS), entre junho e setembro.
Cobiçando o protagonismo no mercado, a empresa norte-americana alinhou o projeto para contemplar órgãos públicos, residências e companhias em áreas remotas. Isso porque essas regiões são excluídas do processo de digitalização. Para uma melhor compreensão, atualmente são mais de 150 satélites da Amazon Leo em órbita, o que deve atender milhares de pessoas no mundo todo.
O que devemos esperar da internet da Amazon?
Reafirmando a necessidade de construir toda a empreitada do zero, a multinacional de tecnologia desenvolveu seus próprios terminais de usuários. Isso incluiu a primeira antena phased-array comercial com capacidade para velocidades Gigabit. Em outras palavras, o aparelho consiste em uma tecnologia que direciona o sinal de forma eletrônica para melhorar estabilidade e desempenho.
Embora tenha fechado parceria com a Sky, o Leo alinhou contratos também com a JetBlue, L3Harris, NBN Co. e DirecTV. No mais, a tendência é que os serviços atendam ainda governos e organizações que estão situadas em territórios excludentes.





