Realizar compras em grandes supermercados tem sido uma verdadeira dor de cabeça, especialmente quando os produtos estão com preços mais acessíveis que os convencionais. No entanto, a espera em filas extensas não é mais uma realidade para os idosos no Brasil. Isso porque uma lei entrou em vigor, obrigando redes como Assaí e Carrefour a organizarem o atendimento para pessoas acima de 60 anos.
Embora a legislação garanta prioridade nos atendimentos para esse segmento, os estabelecimentos foram induzidos a dinamizarem ainda mais a oferta dos serviços para os idosos. De modo geral, a Lei 10.048 estabelece atendimento prioritário para pessoas com 60 anos ou mais, além daqueles com deficiência, gestantes, lactantes, com mobilidade reduzida e outros grupos considerados vulneráveis.

O amparo legal está em vigência, tendo em vista os problemas de saúde e de mobilidade apresentados por essa parte da população. Segundo o Estatuto do Idoso, o mecanismo de garantir serviços mais rápidos, seja em setor público ou privado, amplia a proteção de pessoas acima de 60 anos. Na prática, isso significa que os supermercados devem estruturar o atendimento com filas ou caixas preferenciais.
O que as empresas precisam fazer?
Para que o cumprimento da lei seja evidente, as redes são obrigadas a trabalharem com filas identificadas como prioritárias, com placas em posição visível. Em continuidade, é importante facilitar o acesso de quem tem mais de 60 anos a um atendimento rápido. Em outras palavras, a prática reduz o tempo em pé e a necessidade de carregar peso durante a espera no caixa.
De acordo com especialistas em varejo, o ato de agilizar o atendimento dos idosos auxilia ainda o fluxo das filas em função das demais pessoas. Dessa forma, além de contribuir para diminuir o desgaste físico daqueles com mobilidade reduzida, a prioridade aumenta a rotatividade de clientes. No mais, ao respeitar a legislação, os supermercados colaboram para reintegrar parcela da população que se sente desprestigiada e invisível.





