Nesta quinta-feira (26), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visita a unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO). Embora a presença tenha ocorrido com a finalidade de acompanhar as operações, o Chefe de Estado afirmou não haver justificativas para o aumento no preço do óleo diesel em território nacional.
Na análise do petista, essa elevação não se sustenta, tendo em vista que a alta do petróleo teria sido compensada por subsídios concedidos pelo Governo Federal. Paralelamente à guerra evidenciada no Oriente Médio, Lula esclareceu que os reajustes na gasolina e no etanol também não possuem relação com o entrave bélico.
A fim de conter os ânimos dos brasileiros, o presidente da República informou que o governo mobilizou órgãos de fiscalização para reprimir abusos nos valores nos postos de abastecimento. Na prática, a Polícia Federal e os Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Procons) estão investigando as operações, impondo severas punições aos infratores.
“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, disparou Luiz Inácio.
Temos à vista
Embora o petista tenha ressaltado que órgãos e profissionais competentes estão monitorando in loco os abusos cometidos por estabelecimentos, a preocupação é latente. Isso porque a guerra no Irã tende a alterar o comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina.
No território brasileiro, o Governo Federal implementou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), tributos federais incidentes sobre o diesel.





