Em maio deste ano, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo na camada do pré-sal da Bacia de Santos, localizada a cerca de 248 quilômetros da costa do estado de São Paulo. Para se ter uma noção da importância da escavação, o poço foi perfurado a uma profundidade de 1.952 metros, apresentando petróleo em alta quantidade e longe de contaminantes.
De modo geral, a empreitada não exigirá tantas etapas de processamento, reduzindo as despesas e aumentando a rentabilidade na fabricação. Por se tratar de um produto altamente valioso no mercado internacional, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, garante que o petróleo será responsável por realizar o financiamento do Brasil e do mundo em função da transição ecológica de forma definitiva.

Porém, é válido destacar que a exploração do solo na Bacia de Santos não vem sendo orquestrada unicamente pela Petrobras. Em suma, a empresa estatal brasileira conduz 80% da operação, enquanto a CNPC (China National Petroleum Corporation) detém os 20% restantes. O achado coloca o Brasil em um patamar elevado diante do potencial enérgico em regiões marítimas.
Como a empreitada reflete no Governo Lula?
Apesar de ter declarado publicamente seu desejo de não contar com a presença de combustível fóssil no futuro, Lula não desqualificou a importância do petróleo para a nação. Isso porque a descoberta pode trazer impactos econômicos relevantes para a arrecadação de impostos, royalties e investimentos no setor de infraestrutura. Por sua vez, o presidente entende que os passos estão sendo dados em direção à autossuficiência energética e exportação global do combustível.
“Ora, o Brasil não vai deixar de explorar riquezas enquanto os Estados Unidos, a França, a Noruega, o Catar [e outros países] as exploram. Precisamos do petróleo para muita coisa. Sobretudo para exportar, para fazermos a transição energética. Isso é para o benefício da sociedade brasileira”, disparou o petista em entrevista cedida ao podcast Mano a Mano.





