Embora as motos sejam consideradas veículos de locomoção perigosos por sua cilindrada e falta de amparo em meio a acidentes em alta velocidade, outro transporte desembarcou no dia a dia para aumentar o número de sinistros e realocações aos hospitais. Trata-se dos patinetes elétricos, figuras constantes em muitas cidades, inclusive nas metrópoles brasileiras.
Além de serem práticos, eficientes, baratos e fáceis de alugar, os veículos carregam consigo a solução em meio à correria da vida adulta. Contudo, mesmo oferecendo tamanha versatilidade, liga o sinal de alerta das autoridades e profissionais médicos. Por consequência da popularização, cresce também o número de acidentes graves devido à imprudência.

Recentemente, um estudo montado pelo The Irish Times evidenciou relatos médicos que comprovaram a preocupação coletiva em meio ao uso dos veículos elétricos. Os dados dão conta de que os patinetes elétricos já são vistos como um dos meios de transporte mais perigosos, superando até motocicletas. Nesse ínterim, a maioria das vítimas lançadas aos hospitais são homens e pessoas mais jovens.
“É realmente a tempestade perfeita. Considere o perfil demográfico típico. Um jovem do sexo masculino, eles sabem correr riscos, conhecem o comportamento audacioso, não têm medo e são uma máquina poderosa. É a receita perfeita para o desastre, francamente”, ressaltou o médico Raymond Carson, especialista em medicina de reabilitação.
Fiscalização incisiva no Brasil
Nos oito primeiros meses de 2025, a venda de ciclomotores elétricos aumentou no Brasil em 32%, mas somente em São Paulo escalou para 72%. Diante da busca por novos meios para locomoção, o Código Brasileiro de Trânsito (CTB) passou a exigir que tais condutores regularizem seus veículos até 2026, com a placa de identificação sendo obrigatória.
Mais acessíveis que carros e motocicletas convencionais, os patinetes elétricos passaram a ser uma grande alternativa para aliviar o trânsito, além de reduzir a poluição. O problema é que a falta de placas na traseira do veículo começou a levantar questionamentos, principalmente pela falta de identificação em meio a acidentes e infrações.
Com a incidência de desobediência às regras de trânsito, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que todos os veículos dessa categoria devem estar registrados, licenciados e emplacados até o dia 31 de dezembro de 2025. Portanto, após esse prazo, aqueles que não se adequarem poderão receber multas, perder o veículo e serem penalizados por infração grave.





