Embora tenha abdicado da posse de bens materiais e financeiros para seguir a doutrina cristã, o Papa Leão XIV terá direito a receber US$ 32 mil (o equivalente a R$ 173 mil) mensais como remuneração do Vaticano. O detalhe curioso é que o pontífice não apresenta salário fixo, e sim uma provisão de suas despesas custeada pelo Instituto para as Obras de Religião, o nome do Banco do Vaticano.
Principal figura política do país e o líder da Igreja Católica no mundo, Leão XIV ainda não se posicionou quanto aos vencimentos a serem recebidos. Isso porque o falecido Papa Francisco havia abdicado ao direito dos subsídios. Na visão do antigo pontífice, os seus votos de pobreza deveriam ser priorizados até o fim do legado.
Ainda que os valores sejam elevados, é válido destacar que a maior pare dos recursos do Banco do Vaticano são derivados de doações, denominadas de Óbolo de São Pedro. Sobretudo, tais seções são depositadas por voluntários e fiéis da Igreja Católica em todo o mundo. Em contrapartida, o restante da renda é oriundo da venda de selos e moedas.
Quem é o novo Papa?
No dia 8 de maio, o cardeal Robert Francis Prevost foi eleito pelos colegas para assumir o cargo de maior prestígio da Igreja Católica. Ao ser anunciado como o sucessor de Francisco, o norte-americano escolheu a alcunha de Leão XIV. Embora tenha nascido nos Estados Unidos, é conhecido sua proximidade com o reformismo.
Diante de sua imersão no cristianismo, construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Nesse ínterim, assumiu cargos na Cúria Romana, foi prefeito do Dicastério para os Bispos, além de preencher o posto de presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.
Em resumo, adentrou na vida religiosa aos 22 anos, formando-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino.




