Buscando atender à alta demanda de passageiros, o Metrô de São Paulo decretou que planeja iniciar nos próximos meses as obras de todas as estações da segunda fase da expansão da Linha 2–Verde. A princípio, o projeto tende a levar trabalhadores e demais pessoas do ramal até Guarulhos, com a presença de uma travessia subterrânea do Rio Tietê.
Apesar de toda a empolgação daqueles que utilizam o meio de locomoção todos os dias, o coordenador de obras, Danilo Rodrigues, afirmou que a companhia está movimentando-se para conseguir as licenças ambientais. Por sua vez, o percurso até Guarulhos exigirá escavações em trechos com grande presença de rocha e a travessia subterrânea do Rio Tietê.
“A travessia sob esses rios será a uma distância segura e feita pelas tuneladoras, que permitem maior nível de controle da escavação, proporcionando a mitigação de riscos”, explicou o coordenador, destacando que os desafios estão a cargo das escavações, que precisarem passar sob os rios Tietê, Tamanduateí e Cabuçu de Cima.
No total, a construção mobilizará mais de 5,7 milhões m³ de escavação entre solo e rocha, consumirá cerca de 1,37 milhão m³ de concreto e 187 mil toneladas de aço. Nesse ínterim, ao longo de toda a construção, serão criados mais de 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Por fim, as obras do metrô de São Paulo terão a maior parte da linha subterrânea, com previsão de conclusão em 2032.
Passageiros ligam sinal de alerta
Apesar da grande mobilização, trata-se da segunda vez que a malha metroviária de São Paulo terá o desafio de escavar túneis sob o famoso rio paulista. A título de curiosidade, a primeira tentativa ocorreu em 2022, quando o Tatuzão Sul da Linha 6-Laranja escavou do VSE Tietê até o SE Aquinos. Na ocasião, a passagem acabou rompendo um interceptor de esgoto da Sabesp que inundou a obra.
Para uma melhor compreensão, apenas uma outra linha de metrô cruza o Rio Tietê, mas em via elevada. Construída na década de 70, a Linha 1-Azul (então Norte-Sul) acabou optando por estruturas elevadas em vez de túneis, tendo em vista que na época o Metrô ainda não detinha conhecimento para grandes escavações com tuneladoras, que também não eram tão avançadas.




