Nas últimas semanas, as tropas norte-americanas viraram assunto constante na imprensa mundial, especialmente pelo embate travado com o Irã e Israel. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou uma parceria de defesa, permitindo, temporariamente, a presença de militares e civis dos Estados Unidos dentro de suas fronteiras.
Para que o elo fosse sacramentado, grande parcela dos parlamentares decretou voto favorável diante do Acordo do Estatuto das Forças, conhecido como SOFA. Embora ainda necessitasse da assinatura do presidente do Paraguai, Santiago Peña, o governo Trump comemorou a conquista antecipada. Isso porque o Chefe de Estado sul-americano é um dos grandes aliados do republicano.
O fortalecimento da presença dos Estados Unidos na América Latina gera debates entre a sociedade, especialmente devido ao poder militar e ações recentes na Venezuela. Contudo, a assinatura do acordo intensifica a atuação das forças de segurança norte-americana no Paraguai para treinamento, exercícios conjuntos e assistência humanitária.
Por sua vez, a parceria política também autoriza que os estadunidenses tenham jurisdição criminal sobre seu pessoal enquanto estiver no país. A iniciativa foi definida em dezembro do ano passado, entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano. No mais, o Congresso do Paraguai ratificou a decisão nos últimos dias.
O que o acordo permite?
Na prática, os funcionários do Departamento de Defesa e os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos terão “privilégios, isenções e imunidades” enquanto realizarem atividades vinculadas ao convênio. Em outras palavras, eles vão poder entrar e sair do Paraguai com documento de identidade americano e não pagarão impostos no território sul-americano.
Em continuidade, o acordo também possibilita que militares e funcionários dos Estados Unidos entrem no país com equipamentos e suprimentos tecnológicos, sem enfrentar as exaustivas inspeções das autoridades paraguaias de controle. No mais, a parceria também garante que os norte-americanos operem seus próprios sistemas de telecomunicações.





