A fim de aumentar suas operações em território nacional, a WEG anunciou a instalação de duas novas fábricas nos municípios de Guaramirim e Itajaí, ambos localizados em Santa Catarina. Os novos investimentos receberão aporte de R$ 1,2 bilhão, prometendo oferecer mais de 4 mil empregos diretos e indiretos nos próximos meses.
De acordo com o planejamento inicial, o empreendimento de Guaramirim deve ser colocado de pé por R$ 900 milhões. Na fábrica em questão, a companhia irá produzir compensadores, turbogeradores e motores de alta rotação, além de componentes hidráulicos para geração de energia. Por outro lado, o complexo de Itajaí será destinado à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias.

Apesar da empolgação dos moradores e autoridades ter sido aguçada, a empresa confirmou que a conclusão das fábricas somente será possível no segundo semestre de 2027. Consolidada mundialmente por produzir uma vasta lista de equipamentos elétricos, a WEG atua no Brasil há mais de 64 anos, tendo em vista sua fundação em 16 de setembro de 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina.
Detalhes sobre os empreendimentos
Segundo as previsões dos representantes da companhia, o novo parque industrial de Guaramirim deve gerar 1 mil empregos diretos e outros 3 mil indiretos. A título de curiosidade, será instalado no bairro Poço Grande, a aproximadamente 16 quilômetros da matriz da WEG. O início das operações está marcado para 2028, tendo em vista a área construída demarcada em 35 mil metros quadrados.
Em contrapartida, a administração municipal decidiu dar uma ajuda à companhia, prometendo introduzir aproximadamente R$ 4 milhões na construção de um acesso viário exclusivo ao parque industrial. Enquanto isso, a multinacional prevê a exportação dos produtos fabricados para nações da América, Europa, Ásia e Oriente Médio.
Já a nova fábrica de Itajaí será a maior do Brasil, dedicada à produção de sistemas conhecidos como Bess, sigla em inglês para Battery Energy Storage System. Em outras palavras, a tecnologia em questão permite armazenar energia elétrica gerada por fontes renováveis, como solar e eólica, liberando-a de acordo com a demanda, ajudando a estabilizar a rede elétrica e reduzir desperdícios.
Em síntese, a obra receberá um financiamento de R$ 280 milhões, aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O início das instalações deve ocorrer ainda nesta temporada, com a conclusão prevista somente para o segundo semestre de 2027. No mais, serão ofertados cerca de 90 empregos diretos.





