Em meados de 2025, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou decreto de implementação da TV 3.0, considerada a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita no país. O serviço ganha destaque ainda por possibilitar que notícias urgentes sejam entregues de forma imediata aos telespectadores, tal como o “Plantão da Globo”.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o novo sistema marca a convergência entre radiodifusão e internet, com navegação entre sinal de antena e conteúdos sob demanda. Sobretudo, a “nova televisão” vai começar a operar em junho no Brasil, com cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo sendo escolhidas para a estreia do serviço.

Um dos principais pontos da TV 3.0 diz respeito à interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob requerimento, como séries, jogos, programas e outras possibilidades. Ao mesmo passo, a qualidade de som e imagem ganhará outra roupagem em comparação com as disponibilidades atuais.
Na análise do diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Júnior, a mudança tem impacto social. “É um momento de celebração. A TV 3.0 vai trazer cidadania, alertas de emergência e demais serviços fundamentais”, afirmou ele, destacando que o Governo Federal tem estudado forma de distribuir conversores à população de baixa renda em 2027.
Como vai funcionar o alerta de emergência?
Com a finalidade de garantir uma maior interatividade com o público, a nova geração contará com o Sistema de Alerta de Emergência. Para uma melhor compreensão, a funcionalidade vai permitir o envio de avisos urgentes de forma geolocalizada e imediata, diretamente na tela do televisor, mesmo que o aparelho esteja em modo de espera.
De acordo com as autoridades, essa funcionalidade é considerada a “espinha dorsal” da segurança pública no novo padrão, já que permitirá que a população seja alertada sobre riscos de desastres naturais, como inundações ou tempestades. Portanto, em caso de situações atípicas e preocupantes em um bairro ou região, os moradores serão avisados.





