O golpe conhecido como “mão fantasma” tem alarmado milhares de brasileiros. Desde 2022, mais de 10 mil ocorrências foram registradas, de acordo com a Kaspersky, empresa de cibersegurança. Criminosos ligam para as vítimas se passando por funcionários de bancos, alegando suspeitas de fraudes na conta.
Ao induzirem a instalação de aplicativos de suporte remoto, eles obtêm acesso ao dispositivo da vítima, como se uma “mão fantasma” operasse celular ou computador à distância.
Como Funciona o Golpe da Mão Fantasma?
Após obter acesso ao dispositivo, os criminosos conseguem visualizar dados sensíveis e acessar aplicativos bancários. Nesse cenário, bancos legítimos não solicitam a instalação de aplicativos externos para resolver questões de segurança. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforça que tal prática não é adotada por instituições financeiras confiáveis.
Como Identificar a Armadilha?
Para não cair no golpe da mão fantasma, fique atento a ligações suspeitas. Sempre que solicitado para instalar algum software sob alegação de emergência bancária, desconfie. Bancos legítimos não pedem instalação de aplicativos externos. Além disso, cuidado com chamadas que criam um senso de urgência – é parte da estratégia de manipulação emocional usada por golpistas.
Proteja-se com Ações Simples
Para se proteger de fraudes, siga estas dicas práticas:
- Nunca compartilhe senhas ou códigos de autenticação.
- Ative a autenticação em duas etapas em aplicativos que oferecem essa possibilidade.
- Mantenha sistemas e aplicativos atualizados para garantir segurança.
- Informe e eduque familiares, especialmente os mais velhos, sobre esses tipos de golpes.
Impactos dos Golpes Digitais no Brasil
Os golpes digitais têm causado grandes prejuízos no Brasil, afetando milhões de pessoas. Em 2024, aproximadamente 40,85 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes digitais. A popularização da internet e o acesso facilitado a informações pessoais aumentam a vulnerabilidade. Por isso, conscientização e educação digital são fundamentais para uma proteção coletiva mais eficaz.





