Embora seja o país com maior extensão territorial da América do Sul, a Brasil tem se deparado com um problema desenfreado nas últimas décadas. A título de curiosidade, a nação perdeu mais de 111,7 milhões de hectares de áreas naturais desde 1985. A motivação por detrás foi potencializada com avanço da agropecuária sobre florestas e Cerrado.
Para se ter uma noção do vasto desmatamento, a fatia corresponde a 13% de todo o território nacional e uma área superior ao que representa a Bolívia no mapa. Apesar de movimentar a economia, o processo acelerado de ocupação do solo tem contribuído disparadamente para a potencialização dos eventos climáticos extremos.
O levantamento efetuado pelo MapBiomas comprovou que em 1985 ainda era possível se deparar com 80% do território brasileiro tomado por vegetação nativa. Em contrapartida, no ano passado, a fatia foi reduzida para 65%, enquanto 32% da área do país passou a ser ocupada pela agropecuária. Nesse ínterim, a vegetação secundária responde a 6,1% da flora regional.
A mudança na forma do uso das terras no Brasil foi colocada nas contas das pastagens, que aumentaram em 68%, com ganho de 62,7 milhões de hectares. Por outro lado, a agricultura teve ascensão de 236%, com mais 44 milhões de hectares. No mais, os perfis municipais representaram 47% da agropecuária em 1985 e 59% no ano passado.
Problemas apresentados no Brasil
A atividade agropecuária não somente reduziu a área de vegetação no Brasil, como também evidenciou a perda dos domínio alagados e úmidos em 11,9%, o que corresponde a cerca de 100 mil km². Nesse ínterim, a Mata Atlântica registrou aumento devido à construção de reservatórios. Confira os prejuízos apresentados entre 1985 e 2024:
- Amazônia: Menos 52,1 milhões de hectares (-13%)
- Cerrado: Menos 40,5 milhões (-28%)
- Caatinga: Menos 9,2 milhões (-15%)
- Mata Atlântica: Menos 4,4 milhões (-11%)
- Pantanal: Menos 1,7 milhão (-12%).





