A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizou o primeiro estudo de viabilidade para dar início ao projeto de mobilidade urbana que pretende reconfigurar o Estado de São Paulo. Com 223,6 km de extensão, 13 estações e três modalidades de serviço, a linha férrea conectará Santos, na Baixada Santista, a Cajati, no Vale do Ribeira.
A alternativa de transportes entre litoral e interior paulista ainda está sujeita à viabilidade econômica e à decisão do governo paulista. Isso porque o trajeto expresso está estimado em cerca de 2h20 e circulação de cargas em aproximadamente 3h. O projeto, batizado de Santos–Cajati, está sob responsabilidade da área de Desenvolvimento e Expansão de Transporte da CPTM.

Pontuando a importância da ferrovia para a rotatividade econômica das cidades, o documento técnico ainda estabelece que a linha usará trechos de ferrovias hoje paralisados ou desativados para ligar o litoral sul à fronteira com o Paraná. O trem expresso encurtará a ligação entre a Baixada e o Vale, enquanto os paradores atenderão deslocamentos locais e integração com ônibus municipais e intermunicipais.
Em contrapartida, para o transporte de cargas, a janela estimada de 3 horas busca compatibilizar logística regional sem interferir na frequência de passageiros. De modo geral, a proposta tem a finalidade de ampliar a integração regional e pode estimular novos investimentos locais.
Confira outros detalhes do projeto de São Paulo
Os estudos preliminares tentam encurtar e entender a expressividade do trem em São Paulo, uma vez que a expectativa é que o meio de locomoção contribua para a diminuição do fluxo de veículos nas estradas, trazendo reflexos positivos na segurança viária e na redução de custos logísticos. Por ser mais sustentável, colabora com as políticas de mobilidade voltadas para a eficiência energética.
Um outro fator que merece ser destacado diz respeito ao desenvolvimento socioeconômico. Em resumo, a interligação entre as cidades irá favorecer o turismo e atividades portuárias. Dessa forma, o Vale do Ribeira pode ampliar sua presença no cenário econômico estadual, oferecendo novos empregos e ampliando os negócios.
Inicialmente, o projeto está desenhado em quatro trajetos, sendo eles:
Trecho A: entre Santos e Mongaguá, com cerca de 35 km, sendo 88,6% em elevado. A alternativa preferencial é a opção 1A, que parte da Estação Valongo, em Santos, e contorna a área urbana, conectando-se ao VLT da Baixada e ao futuro Trem Intercidades (TIC) Santos;
Trecho B: de Mongaguá a Peruíbe, com 51,2 km totalmente em elevado;
Trecho C: entre Itariri e Juquiá, com 80,3 km, sendo 68,5% em superfície e 31,5% em elevado;
Trecho D: de Juquiá a Cajati, com 57,1 km, majoritariamente em superfície (96,5%).




