Com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões, o projeto do Túnel Santos–Guarujá, que terá trajeto total de 1,5 km de extensão, com 870 metros de comprimento submersos sob o canal portuário, finalmente sairá do papel. A empreitada irá revolucionar a mobilidade da Baixada Santista, especialmente no tocante ao tempo de travessia ter sido estabelecido em apenas dois minutos.
Atualmente, a travessia de balsa leva em torno de 18 minutos, sem contar com as filas e os atrasos, enquanto pela estrada o percurso pode chegar a uma hora para completar os 40 quilômetros. Após o protocolo do leilão de concessão, a companhia portuguesa Mota-Engil conquistou o direito de ser a responsável pela construção, operação e manutenção do empreendimento por 30 anos.

Em resumo, o início das obras acontecerá por meio da Parceria Público-Privada (PPP), ou seja, contrato de longo prazo entre governo e iniciativa privada para viabilizar projetos de infraestrutura e serviços públicos. O túnel será a primeira travessia submersa do país, ligando Santos e Guarujá por uma via de 1,5 km de extensão, com 870 metros sob o canal do Porto de Santos.
Por outro lado, o projeto prevê integração multimodal, com faixas para veículos, VLT, pedestres e ciclistas, dinamizando o acesso e a conectividade na região. Ao contrário dos túneis escavados em rocha, como os de metrô, o modelo atual será formado por grandes módulos de concreto pré-moldados em docas secas. Cada peça é construída em terra firme, testada e depois transportada por flutuação até o local de instalação.
Obra do Túnel Santos–Guarujá é comemorada pelas autoridades
Diariamente, a balsa transporta entre as cidades paulistas cerca de 36 mil usuários. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o túnel usará a mesma tecnologia do Fehmarnbelt, obra que liga Alemanha e Dinamarca. “Além de encurtar distâncias e impulsionar a logística portuária, o Túnel Santos–Guarujá reafirma o Brasil como protagonista da engenharia de infraestrutura na América Latina”, explicou.
Na visão da Autoridade Portuária de Santos (APS), o empreendimento é considerado uma das obras mais estratégicas do estado de São Paulo, já que a modernização irá refletir na eficiência do porto, um dos maiores da América Latina. Além disso, milhares de empregos devem ser gerados na construção, que deve ser finalizada em 2030.





