Nesta quinta-feira (24), a Organização Mundial da Saúde alertou a população sobre os perigos que alguns medicamentos trouxeram aos pacientes, principalmente crianças. Em relatório divulgado, a entidade confirmou que a deficiência na supervisão global de suprimentos farmacêuticos resultou na contaminação com produtos químicos venenosos, ceifando vidas e comprometendo a saúde de várias pessoas.
Em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, a OMS lamentou a morte de mais de 300 pessoas na África, Ásia e Pacífico, desde o ano de 2022. A motivação por detrás dos óbitos esteve diretamente ligada a submissão ilegal de ingredientes para a produção de remédios como propilenoglicol, glicerina e sorbitol.
A entidade alertou sobre a falta de supervisão na regulamentação para os fabricantes e distribuidores dos ingredientes em questão, além das comercializações em sites eletrônicos e redes sociais. A fim de evitar novas mortes, a Organização Mundial da Saúde exigiu maior rigor dos países diante do controle de qualidade, tendo em vista a facilidade que os medicamentos contaminados foram comercializados.
Com as mortes computadas, foi exigido ainda que maiores garantias sobre a qualidade dos produto sejam entregues. Isso corresponde a certificados e análises que se baseiem em resultados de testes apropriados com documentação de todas as etapas da produção dos fármacos até a sua distribuição.
OMS orienta sobre o uso das medicações
Além de fazer apelo para que os farmacêuticos e outros distribuidores dos medicamentos confiram a possibilidade de falsificação, a organização intergovernamental impôs que somente os remédios autorizados e de fontes aprovadas pelas autoridades sejam entregues aos consumidores.
Nesse ínterim, a OMS manteve seus ideais ao afirmar total cooperação com os países por intermédio do Mecanismo Estado-Membro sobre Medicamentos Falsificados,. Por fim, a aliança tem por objetivo fortalecer a colaboração internacional na prevenção, detecção e resposta a produtos médicos que apresentam padrão de fabricação fora da regulamentação.




