Consolidada como uma das principais potências econômicas do Sudeste asiático, a Tailândia apresenta Produto Interno Bruto (PIB) próximo a US$ 550 bilhões (cerca de R$ 2,8 trilhões). Embora a maior parte do poder aquisitivo seja proveniente do turismo, uma prática direcionada a elefantes tem dividido opiniões entre a população local e visitantes.
Como parte de um protocolo estratégico para conter o avanço dos conflitos entre humanos e animais, o governo iniciou a aplicação de uma vacina anticoncepcional em elefantes selvagens. Apesar de o protocolo ser questionável, as autoridades afirmaram que o mecanismo foi ativado em meio ao aumento expressivo de confrontos em áreas em que a expansão agrícola tem reduzido o habitat natural da espécie.

Para entender um pouco mais sobre a necessidade de impor um método contraceptivo, conforme apurações da agência Associated Press, apenas na temporada passada os elefantes selvagens foram responsáveis pela morte de 30 pessoas, além de deixarem outras 29 feridas na Tailândia. Por sua vez, registros oficiais evidenciaram mais de 2 mil ocorrências de destruição de plantações.
A justificativa por detrás do embate está diretamente ligada às fazendas, que avançam sobre áreas florestais, comprimindo os territórios naturais desses gigantes animais. Por consequência da prática constante dos seres humanos, os elefantes estão se deparando com um cenário com menos alimentos disponíveis, façanha que culmina com a invasão de vilarejos e campos agrícolas.
Como a vacina funciona?
Com o intuito de reduzir as chances de procriação, o Escritório de Conservação da Tailândia obteve 25 doses de uma vacina produzida nos Estados Unidos. Na prática, o produto biológico não impede a ovulação das fêmeas, mas bloqueia a fertilização dos óvulos. Portanto, uma única aplicação pode prevenir a gestação por até sete anos.
Caso esses gigantes animais não recebam reforço após o período estabelecido, voltam a se reproduzir normalmente. Entendendo a necessidade de fazer um controle maior das aplicações e das consequências da aplicação da vacina, especialistas vão monitorar os elefantes imunizados durante todo o ciclo de eficácia.





