A crise na área da saúde italiana abriu oportunidades para brasileiros que atuam como médicos e enfermeiros. Devido à escassez de profissionais, que ultrapassa 65 mil entre médicos, enfermeiros e técnicos, hospitais públicos e privados intensificaram programas de recrutamento voltados ao Brasil.
Os salários podem chegar a 7 mil euros mensais, aproximadamente R$ 45 mil, com adicionais que incluem passagem aérea, moradia temporária e cursos de idioma. A medida busca suprir a falta de mão de obra e atender à crescente demanda por assistência no país.
As vagas não se limitam aos hospitais. Casas de repouso, serviços de geriatria, unidades comunitárias de saúde e projetos humanitários também fazem parte do plano de contratação.
Para descendentes de italianos, existe a possibilidade de solicitar cidadania após dois anos de trabalho regular, o que facilita a permanência definitiva. O recrutamento é parte de uma estratégia mais ampla do governo italiano, que prevê a emissão de cerca de 500 mil vistos de trabalho até 2028, com foco em mitigar o chamado “inverno demográfico”, caracterizado pela queda populacional e aumento da idade média da população.

Desafios e burocracia no ingresso de profissionais
Apesar da alta demanda, o processo de ingresso ainda enfrenta obstáculos burocráticos. Em 2023, apenas 56% dos vistos emitidos receberam autorização inicial, e menos de 8% resultaram em residência efetiva.
Mesmo com salários atraentes e benefícios adicionais, os profissionais interessados precisam se preparar para cumprir exigências legais e administrativas. A escassez de mão de obra se mantém como desafio estrutural, exigindo medidas contínuas de recrutamento e integração de profissionais estrangeiros.





